Com foco no fortalecimento da cultura, desenvolvimento de lideranças, engajamento das pessoas ao negócio e resultado da organização, especialmente em cenários de crise e instabilidade, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - Fiesc trouxe a Lages o empresário e professor, especialista em Cultura, Liderança e Engajamento, Rogério Chér, para uma palestra com o tema “Empresas de alta performance: por que algumas se destacam?”. O evento ocorreu na quinta-feira, 6, no auditório da Associação Empresarial de Lages Acil, parceira do evento e contou com a presença de associados e autoridades e convidados.
O presidente da Fiesc Glauco José Côrte, enfatizou que a economia começa a dar os primeiros sinais de recuperação, mas a crise política ainda é a principal fonte de instabilidade, “Liderar, neste contexto, implica traçar estratégias inteligentes de aproveitamento das oportunidades e de valorização dos talentos que conseguimos reunir”.
Para Côrte, o reconhecimento das competências existentes e daquelas a serem desenvolvidas, assim como o comprometimento e a interação desses talentos em torno de causas relevantes à empresa, são vitais para o sucesso de qualquer empreendimento
O presidente da Fiesc destacou ainda que, neste ambiente, Santa Catarina tem conseguido avançar graças à boa utilização dos recursos disponíveis. “Mesmo sendo 1% do território nacional, nosso Estado tem o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil”, disse Glauco Côrte. 
Palestra motiva empresários, líderes e funcionários
O empresário Rogério Chér descreveu uma empresa de alta performance. Na palestra, ele falou sobre cultura forte, saudável e efetiva, liderança e engajamento. Para Rogério, as lideranças precisam olhar a empresa para além do que ela faz. “Resgatar a cultura da empresa é também resgatar a alma de líderes e funcionários”.
O espírito empreendedor e motivador de Rogério Chér instigou o público a refletir sobre o desenvolvimento de lideranças e o que as empresas que são sucesso num mercado cada vez mais competitivo estão fazendo de diferente para se destacar. O especialista falou ainda, sobre a cultura da empresa e as pessoas que nela trabalham. “Muitas vezes, elas absorvem o que a empresa é, porém, não entregam resultados conforme os líderes esperam ou vice-versa”.
Ele defende que as pessoas que integram uma empresa precisam estar ali porque querem e porque se sentem motivadas por estarem nela. “Vai além de um salário alto. É questão de satisfação, é felicidade. Em empresas de alta performance os salários são justos e as pessoas são reconhecidas por evolução em seus cargos”.
Já nas de baixa performance, ele destaca que os salários são mais altos que o convencional, porém, os colaboradores não entregam o resultado que a empresa espera, não há motivação.
Chér também destacou que é preciso ter alma naquilo que está fazendo. Não apenas sair de casa, ir para o trabalho e voltar. Uma pessoa animada desenvolve o que lhe é proposto, por isso, além da empresa, é necessário que a própria pessoa se ajude.


Painel de debates
Dois empresários subiram ao palco da Acil e participaram de um painel de debates. O Painel, mediado pela consultora em educação Coorporativa do Sesi/SC, Daniella Zanatta.
Foi uma oportunidade para que pudessem apresentar suas empresas e o público, interagisse com perguntas. Entre os questionamentos, como uma corporação consegue perceber o reconhecimento dos funcionários perante a empresa.
Para o diretor presidente da GTS do Brasil, Assis Strasser, é observando o entusiasmo e a dedicação dos colaboradores. “Líderes precisam ser motivadores para transmitir confiança e credibilidade. Funcionário que se sente bem, produz mais e melhor”, garante.
Durante o debate, o gerente de Operações Florestais da Klabin, José Valmir Calori, mostrou o passo a passo de como uma pessoa pode subir de cargo dentro da empresa. Para ele, é trocando os saberes que as coisas acontecem. Além disso, destacou que é preciso ter paixão pelo que se faz.  “Além de reconhecer o potencial do profissional, a Klabin o capacita e incentiva à qualificação. Tudo isso passa essencialmente pelo diálogo”. Para Chér, o reconhecimento se dá por via financeira, mas um bom salário não é sinônimo de motivação. O que faz a diferença é a autonomia e o empoderamento que se dá para o funcionário.

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